Bom, como estou sem idéias para postar algo útil no blog acho que vou dizer algo irrelevante que não vai mudar a vida de ninguém. Vou falar sobre a Yui de k-on. Mas antes acho que vou ter que fala o que é K-ON!
K-on nada mais é que um anime (desenho japonês), muito pirado e perturbado mental, que fala sobre um clube de musica contemporânea de certa escola. Sendo muito engraçado, esse tal anime tem uma porrada de fãs japoneses. Claro que no Brasil ele também faz o maior sucesso (undergroudmente falando, claro).
Bom, agora vamos ao que interessa. Sim, vamos falar dela. A personagem mais assustadora de todos os tempos, talvez mais que a Lucy/Nyu/Kaede (Elfen Lied) e que a Mion (Higurashi no naku koro ni). Nossa querida e amada (pelo menos por mim) Yui.
Ela é do tipo W.T.F. Logo no primeiro capitulo, ela se acorda cedo e sai correndo loucamente para o colégio, mas para no meio do caminho— inutilmente— para acariciar um gatinho. Somente quando chega lá percebe que viu a hora equivocadamente e que não estava atrasada.
Ela decide entrar no “clube de musica leve” porque pensou que tocaria algo fácil como castanholas. Seu nível de idiotice é tanto que ao comprar uma guitarra ela compra uma duas vezes o seu tamanho, só porque achou bonitinha.
Outra coisa que chama atenção é o fato de só ela, e mais ninguém, usar uma meia-calça preta para complementar o uniforme. Demorei três anos para enfim perceber, mas...
O que é realmente bom nela é que no decorrer do anime ela se esforça bastante para melhorar suas técnicas, e ela também gosta de doces e guloseimas.XD
Acho até que temos algo em comum. Quando ela pega uma guitarra se empolga bastante, mas além de não tocar nada, vive errando e perdendo o tempo da musica. Coisa que eu abuso fazendo.
Bom,— falei esse bom trezentas vezes no texto — se rolou algum interesse em ver k-on e os desastres da Yui, fique a vontede e divirta-se. Só devo avisar que a banda não ensaia seriamente, então se tu fores alguém que gosta de coisas sérias, desista de K-on agora, ou cale-se para sempre (meu pai do céu, que piada sem graça)
Então pra você eu deixo apenas o meu olhar quarenta e três um vídeo muito divertido, o qual foi feito por sei lá quem.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Alta tecnologia!
Certo dia, entrei em um ônibus depois de um dia bem vivido. Mas algo tirou minha felicidade. Um cidadão — para não dizer Animal sem noção —, que estava sentado ao meu lado, tirou do bolso um celular. Mexeu um pouco e enfim colocou o tal do “rebolation” para tocar. Nada contra o “rebolation”, mas fiquei me perguntando o que leva um cerumano — e não um ser humano — a achar que todos devem ouvir a musica que ele quer, na hora que ele quer.
O bom silêncio do ônibus foi quebrado naquele momento e percebi que eu não era o único que prezava por ele. Pessoas que estavam de pé ao meu lado ficaram visivelmente incomodadas. Não falei nada na hora, mas isso me deu a grande idéia de apresentar, a todas as pessoas que fazem isso no ônibus, um equipamento revolucionário.
Ele surgiu no século passado, por volta de 1958, e serve justamente para essas ocasiões em que se está em lugares públicos como praças, shoppings, e até mesmo transportes coletivos. Seu nome é FONE DE OUVIDO.
Mas como ele funciona?
É simples, basta conectá-lo ao seu aparelho reprodutor de mídia, colocá-los no ouvido e pronto! A musica que você deseja ouvir irá tocar, no entanto só você estará ouvindo. Não! Você não leu errado! É isso mesmo! Sua musica pode tocar num volume extremamente alto que ninguém a sua volta irá se incomodar, pois você será o único que estará ouvindo. É extraordinário, não? Fantástico! Sem duvida uma das melhores invenções de todos os tempos.
Ficou interessado em comprar-lo? Você pode encontrá-lo em qualquer loja de informática, supermercados, shoppings, e até mesmo feiras. Além de ter um preço bem acessível irá ser muito útil para a sua melhor convivência na sociedade. Então experimente, tenho certeza que achará tão bom que não irá conseguir viver sem ele (e, por favor, não viva).
O bom silêncio do ônibus foi quebrado naquele momento e percebi que eu não era o único que prezava por ele. Pessoas que estavam de pé ao meu lado ficaram visivelmente incomodadas. Não falei nada na hora, mas isso me deu a grande idéia de apresentar, a todas as pessoas que fazem isso no ônibus, um equipamento revolucionário.
Ele surgiu no século passado, por volta de 1958, e serve justamente para essas ocasiões em que se está em lugares públicos como praças, shoppings, e até mesmo transportes coletivos. Seu nome é FONE DE OUVIDO.
Mas como ele funciona?
É simples, basta conectá-lo ao seu aparelho reprodutor de mídia, colocá-los no ouvido e pronto! A musica que você deseja ouvir irá tocar, no entanto só você estará ouvindo. Não! Você não leu errado! É isso mesmo! Sua musica pode tocar num volume extremamente alto que ninguém a sua volta irá se incomodar, pois você será o único que estará ouvindo. É extraordinário, não? Fantástico! Sem duvida uma das melhores invenções de todos os tempos.
Ficou interessado em comprar-lo? Você pode encontrá-lo em qualquer loja de informática, supermercados, shoppings, e até mesmo feiras. Além de ter um preço bem acessível irá ser muito útil para a sua melhor convivência na sociedade. Então experimente, tenho certeza que achará tão bom que não irá conseguir viver sem ele (e, por favor, não viva).
sexta-feira, 18 de março de 2011
A inversão.
Olhe para o chão.
Olhe abaixo de sua obsessão.
Dinheiro e bens consomem sua vida.
Morte, pobreza e fome
Te causam medo abominam seu nome.
Olhe para o chão, tu não viste ainda?
Pessoas te pedem compaixão.
Tu apenas gritas: não.
Não vê que está pisando em pessoas?
Queres apenas crescer, não se importa com os outros.
Ceio, em ti, não há coisas boas.
Está agindo como outros loucos.
Mas nunca esqueça
Alguém ira pisar na sua cabeça.
Sim, tome cuidado.
Ele pode estar do seu lado.
Esperando para atacar.
Ele só quer te matar.
Ele espera anoitecer
Só pra enfim pisar em você
Agora está sendo levado às profundezas,
Para além do subterrâneo.
Este é seu ultimo estágio.
E será pisoteado.
Prepare-se para ser enterrado!
Olhe abaixo de sua obsessão.
Dinheiro e bens consomem sua vida.
Morte, pobreza e fome
Te causam medo abominam seu nome.
Olhe para o chão, tu não viste ainda?
Pessoas te pedem compaixão.
Tu apenas gritas: não.
Não vê que está pisando em pessoas?
Queres apenas crescer, não se importa com os outros.
Ceio, em ti, não há coisas boas.
Está agindo como outros loucos.
Mas nunca esqueça
Alguém ira pisar na sua cabeça.
Sim, tome cuidado.
Ele pode estar do seu lado.
Esperando para atacar.
Ele só quer te matar.
Ele espera anoitecer
Só pra enfim pisar em você
Agora está sendo levado às profundezas,
Para além do subterrâneo.
Este é seu ultimo estágio.
E será pisoteado.
Prepare-se para ser enterrado!
quinta-feira, 10 de março de 2011
O dia em que morri.
Eram seis e meia, tinha que ir ao colégio, mas não estava nem um pouco afim. Tudo por causa daquele sonho horrível. Mas apesar dele ter sido um sonho ruim, teve seu lado bom. Aquela amável figura tão... Tão. Não, palavras não eram suficientes para descrever-la. Droga! O que estou pensando? Ela nem existe e eu já estou todo besta. Não posso ser assim, além do mais já tenho uma garota em mente. Queria poder esta com ela o tempo inteiro, até mesmo depois de morrer. Por quê? Por que nunca olhas para mim?
Bom, eu definitivamente vou ter que ir hoje, é sexta-feira, seria inutilidade minha faltar o ultimo dia. Então apenas me levantei da cama, tomei banho, tive um bom café da manhã. E fui até meu destino. Lá não aconteceu nada de interessante, exceto, é claro, as aulas. Mas Lidia, a garota dos cabelos castanhos e olhos cinzentos, nem mesmo me disse um bom dia. Acho que ela realmente não me via, não notava minha presença, me sentia tão desprezível que sentia vontade de morrer. Não, o que estou dizendo? Por que alguém teria esse tipo de sentimento. Além disso, eu era muito novo para isso! Não, eu definitivamente não queria morrer.
Mas, como nem tudo é como nós desejamos, eu simplesmente não tive sorte. Naquele dia havia decidido! Falarei à Lidia meus sentimentos, e dessa vez sem hesitar.
Saí do colégio e lá estava ela na calçada, era de mais para mim, minhas pernas tremiam. Ei espere! Ela está atravessando a rua agora. Droga! Tem um carro vindo na direção dela, eu tenho que salvá-la. Fui até lá e a ultima coisa que consegui pensar foi “por que aqui? Por que hoje? Por que agora?”. Nada mais veio em minha mente, nada! Apaguei na hora.
Cheguei a acordar de novo, mas só o que me lembro é de uma ambulância e de um grupo de médicos. Acho que foi só isso que vi na verdade, minha visão estava turva demais e não conseguia ficar consciente por mais que alguns segundos. Pelo menos é isso que eu acho. Não, ainda lembro-me de mais alguma coisa, alguém me olhando nessas duas cenas que me lembro. Ele estava lá o tempo todo de preto, com uma foice na mão. Não conseguia ver o rosto, mas não queria, tinha medo do que poderia ser. Mas ele esperava algo. Ou será que esperava “alguém”?
Bom, eu definitivamente vou ter que ir hoje, é sexta-feira, seria inutilidade minha faltar o ultimo dia. Então apenas me levantei da cama, tomei banho, tive um bom café da manhã. E fui até meu destino. Lá não aconteceu nada de interessante, exceto, é claro, as aulas. Mas Lidia, a garota dos cabelos castanhos e olhos cinzentos, nem mesmo me disse um bom dia. Acho que ela realmente não me via, não notava minha presença, me sentia tão desprezível que sentia vontade de morrer. Não, o que estou dizendo? Por que alguém teria esse tipo de sentimento. Além disso, eu era muito novo para isso! Não, eu definitivamente não queria morrer.
Mas, como nem tudo é como nós desejamos, eu simplesmente não tive sorte. Naquele dia havia decidido! Falarei à Lidia meus sentimentos, e dessa vez sem hesitar.
Saí do colégio e lá estava ela na calçada, era de mais para mim, minhas pernas tremiam. Ei espere! Ela está atravessando a rua agora. Droga! Tem um carro vindo na direção dela, eu tenho que salvá-la. Fui até lá e a ultima coisa que consegui pensar foi “por que aqui? Por que hoje? Por que agora?”. Nada mais veio em minha mente, nada! Apaguei na hora.
Cheguei a acordar de novo, mas só o que me lembro é de uma ambulância e de um grupo de médicos. Acho que foi só isso que vi na verdade, minha visão estava turva demais e não conseguia ficar consciente por mais que alguns segundos. Pelo menos é isso que eu acho. Não, ainda lembro-me de mais alguma coisa, alguém me olhando nessas duas cenas que me lembro. Ele estava lá o tempo todo de preto, com uma foice na mão. Não conseguia ver o rosto, mas não queria, tinha medo do que poderia ser. Mas ele esperava algo. Ou será que esperava “alguém”?
Vagando
Havia apenas uma escuridão total. Perfeito para uma boa noite de sono. Mas não foi bem assim que aconteceu. Adormeci... Acordei um pouco tonto, e havia uma imagem bem estranha na minha frente. Estava com uma túnica, a qual tinha um capuz, mas o mesmo não estava colocado. Assim eu podia enxergar perfeitamente aqueles olhos lilás. Era só uma garotinha que parecia ter no máximo quinze anos, e quem sabe, até menos que isso. Ela carregava uma foice consigo, mesmo sendo linda, era uma imagem assustadora.
Tinha uma expressão triste nos olhos, porém a expressão facial e corporal era firme. Agora estava sentado na cama, e ela veio até mim, e quando menos esperava, jogou-se em cima de mim. Meu corpo junto com o dela estava sendo levado às profundezas. Estávamos chegando à camada de magma. “Pára, pára, chega! Me leva pra cima, me leva pra cima!” gritei desesperado. Sentindo um puxão no abdômen fui indo para cima. Fui indo mais e mais. Até que passei do meu quarto “droga! O que você está fazendo? Já chega! Me leva de volta!”. Mas dessa vez ela ñ obedeceu. Levou-me à além da atmosfera, mas ainda assim conseguia respirar. Entramos no espaço sideral, e continuamos acelerando e acelerando, já não podia ver mais nada de tão rápido que estava, dizia para ela parar, mas sem não surtia nem um efeito.
E então fomos parando. Estava em outro planeta, estava escuro naquele planeta. As águas eram vermelhas, e suas plantas também. O que exatamente era isso? Uma mera distorção da realidade?
Não nos demoramos muito ali. Logo ela pôs o capuz e me pegou outra vez pelo tronco. Aceleramos outra vez. Quando chegamos tive vontade de vomitar, mas me contive. Ela fez um gesto para que eu olhasse, e dessa vez estava em um planeta mais habitado do que o ultimo. Nesse estava de dia. O sol era lindo. E neste planeta também havia camada de ozônio, pois o céu também ficava azul. Parecia um mundo medieval, tudo era bem natural. Mas percebi que os habitantes daquele planeta tinham diferenças dos humanos terráqueos. As moças eram bem delicadas, porém os homens eram bem mais rústicos, mas pelo que via, eles tratavam muito bem as moças. Mesmo estes homens tendo uma expressão bruta, eles pareciam ser bem educados, assim como as damas.
Ela me puxou outra vez. Mas espere! Estamos voltando para terra? Parece que sim, mas não fomos para meu quarto. Estávamos em uma ponte. Uma carro estava encostado, e um homem subia no corrimão da ponte, hesitava um pouco, mas enfim se jogava no rio. Olhei para a garota dos olhos lilás. Ela fez uma expressão de desaprovação e balançou a cabeça como se estivesse desaprovando tal ato.
Ela me puxou pelo braço dessa vez. A mão dela era a mais macia que eu já havia tocado. Estávamos a caminho de minha casa. Entramos em meu quarto outra vez. Parecíamos dois espíritos. Ela me jogou com violência na cama. E mesmo com aquele capuz colocado, o qual naquele momento só escondia a parte dos olhos, dava pra ver que ela estava sorrindo. Acho que na concepção dela, me arremessar daquele jeito na cama foi só uma brincadeira, mesmo que eu não tenha gostado nem um pouco. Ela ficou séria outra vez, tirou o capuz e me fez um gesto. Ela passou o indicador na garanta, depois balançou o indicador dizendo não. O que ela quis dizer? É como se ela tivesse dizendo “não morra”.
Acordei ofegante. Estava no chão do meu quarto. Nunca tinha me mexido tanto com um sonho. Dei uma risadinha lembrando- me do sonho estranho. Deitei-me outra vez, mas não estava conseguindo dormir. Estava pensando na tal garota. É a primeira vez que sonho com uma garota que não existe. E ela era tão... Tão linda.
Tinha uma expressão triste nos olhos, porém a expressão facial e corporal era firme. Agora estava sentado na cama, e ela veio até mim, e quando menos esperava, jogou-se em cima de mim. Meu corpo junto com o dela estava sendo levado às profundezas. Estávamos chegando à camada de magma. “Pára, pára, chega! Me leva pra cima, me leva pra cima!” gritei desesperado. Sentindo um puxão no abdômen fui indo para cima. Fui indo mais e mais. Até que passei do meu quarto “droga! O que você está fazendo? Já chega! Me leva de volta!”. Mas dessa vez ela ñ obedeceu. Levou-me à além da atmosfera, mas ainda assim conseguia respirar. Entramos no espaço sideral, e continuamos acelerando e acelerando, já não podia ver mais nada de tão rápido que estava, dizia para ela parar, mas sem não surtia nem um efeito.
E então fomos parando. Estava em outro planeta, estava escuro naquele planeta. As águas eram vermelhas, e suas plantas também. O que exatamente era isso? Uma mera distorção da realidade?
Não nos demoramos muito ali. Logo ela pôs o capuz e me pegou outra vez pelo tronco. Aceleramos outra vez. Quando chegamos tive vontade de vomitar, mas me contive. Ela fez um gesto para que eu olhasse, e dessa vez estava em um planeta mais habitado do que o ultimo. Nesse estava de dia. O sol era lindo. E neste planeta também havia camada de ozônio, pois o céu também ficava azul. Parecia um mundo medieval, tudo era bem natural. Mas percebi que os habitantes daquele planeta tinham diferenças dos humanos terráqueos. As moças eram bem delicadas, porém os homens eram bem mais rústicos, mas pelo que via, eles tratavam muito bem as moças. Mesmo estes homens tendo uma expressão bruta, eles pareciam ser bem educados, assim como as damas.
Ela me puxou outra vez. Mas espere! Estamos voltando para terra? Parece que sim, mas não fomos para meu quarto. Estávamos em uma ponte. Uma carro estava encostado, e um homem subia no corrimão da ponte, hesitava um pouco, mas enfim se jogava no rio. Olhei para a garota dos olhos lilás. Ela fez uma expressão de desaprovação e balançou a cabeça como se estivesse desaprovando tal ato.
Ela me puxou pelo braço dessa vez. A mão dela era a mais macia que eu já havia tocado. Estávamos a caminho de minha casa. Entramos em meu quarto outra vez. Parecíamos dois espíritos. Ela me jogou com violência na cama. E mesmo com aquele capuz colocado, o qual naquele momento só escondia a parte dos olhos, dava pra ver que ela estava sorrindo. Acho que na concepção dela, me arremessar daquele jeito na cama foi só uma brincadeira, mesmo que eu não tenha gostado nem um pouco. Ela ficou séria outra vez, tirou o capuz e me fez um gesto. Ela passou o indicador na garanta, depois balançou o indicador dizendo não. O que ela quis dizer? É como se ela tivesse dizendo “não morra”.
Acordei ofegante. Estava no chão do meu quarto. Nunca tinha me mexido tanto com um sonho. Dei uma risadinha lembrando- me do sonho estranho. Deitei-me outra vez, mas não estava conseguindo dormir. Estava pensando na tal garota. É a primeira vez que sonho com uma garota que não existe. E ela era tão... Tão linda.
Sem voz
Parece que eles nunca acabam, estou ficando louca? Por que têm que ser tão reais? Quanto tempo vai durar?
Não eram mais que duas da manhã, terminava de escrever um poema no computador e postar num blog. Exausta, desliguei meu computador e fui ao banheiro escovar os dentes. Sonolenta, fechei a janela do meu quarto, nunca gostei de dormir com a janela aberta, mesmo que esteja calor.
Não percebi quando adormeci. Mas percebi minha visão ficar mais turva. Eu sei que ninguém percebe quando adormece, mas algumas pessoas sabem no mínimo quando começam a sonhar, eu sou uma delas. Mas dessa vez foi diferente.
O quarto já estava escuro, mas se tornou mais escuro ainda. Não via muita coisa além da porta do mesmo. Algo se arrastava na parede do corredor lá fora. Um medo horrível tomou meu corpo, comecei a chamar minha irmã, tentava dizer “Lucia! É você? Lucia! Pode entrar se quiser, mas para com essa frescura”. A única coisa que saía era o nome dela, as outras palavras sequer faziam minhas cordas vocais vibrarem. Tentei gritar mas era em vão, nada saía além de Lucia.
Ouvi uma risada, não era a voz de minha irmã. “Quem está aí?” perguntei sem som, uma voz musical e sombria me respondeu “Por que está tão tensa, sou apenas eu. Só quero ser sua amiguinha. Vamos brincar juntas?”. Fiquei chamando pela minha irmã, e dessa vez nem o nome dela conseguia pronunciar.
— Lidia? Por que não me responde? Você não quer brincar comigo? — definitivamente não era a voz da minha irmã. Comecei a ter medo.
“Mas espere”, pensei, “ela pode está modificando a voz para me assustar”. Só podia ser isso, que idiota! Ela sabe que não acredito em nada sobrenatural. Nem mesmo creio em deuses. Então por que diabos ela faria isso.
A porta se abriu, mas não podia ver nada. Quando entrei no quarto a luz do corredor estava ligada, mas quando aquela penumbra entrou a mesma estava desligada. Minha irmã morre de medo de lugares muito escuros, tanto que ela dorme com um abajur aceso. Impossível ela ter desligado a luz do corredor para me assusta. Exceto, é claro, se ela estivesse sonâmbula.
— Ah, que pena. você está dormindo. Tudo bem, logo estaremos mais próximas do que somos agora. Mesmo Assis, ainda quero poder olhar pra você. Mesmo que isso não seja real. Mas foi o melhor que pude fazer — comecei a ficar com medo, nada mais saia da minha boca, nem mesmo um sussurro. E tinha certeza que não era minha irmã.
Ela se sentou em uma cadeira que estava do lado da cama em seguida e ficou lá sentada, me olhando sem que eu pudesse ver seu rosto.
Acordei-me espantada, ainda era noite, pensei por algum tempo. O sonho tinha sido muito real. Mas ri quando percebi os erros. Primeiro, a luz do corredor ainda estava ligada; a porta estava entreaberta, pois minha havia entrado no quarto e estava dormindo agarrada com o meu braço; o outro é que não tinha uma cadeira do lado da cama. Ela ficava em frente ao rack do computador. E por ultimo, estava totalmente embrulhada, e no sonha não tinha lençol algum.
— O que você tem? Por que está rindo? — disse Lucia acordando com minha risada.
— Nada não. Tive um sonho bobo. Por você está aqui?
— É que faltou energia e meu abajur apagou, fiquei com medo então vim dormir aqui. Me desculpe, eu sei que a cama é pequena e ...
— Não, não. Tudo bem.
Não sei o que foi exatamente, mas meu coração doeu. Sem perceber, abracei forte minha irmã.
— Tem certeza que ta tudo bem? — perguntou ela
— Sim.
— Então durma e pare de ficar me apertando!
Não eram mais que duas da manhã, terminava de escrever um poema no computador e postar num blog. Exausta, desliguei meu computador e fui ao banheiro escovar os dentes. Sonolenta, fechei a janela do meu quarto, nunca gostei de dormir com a janela aberta, mesmo que esteja calor.
Não percebi quando adormeci. Mas percebi minha visão ficar mais turva. Eu sei que ninguém percebe quando adormece, mas algumas pessoas sabem no mínimo quando começam a sonhar, eu sou uma delas. Mas dessa vez foi diferente.
O quarto já estava escuro, mas se tornou mais escuro ainda. Não via muita coisa além da porta do mesmo. Algo se arrastava na parede do corredor lá fora. Um medo horrível tomou meu corpo, comecei a chamar minha irmã, tentava dizer “Lucia! É você? Lucia! Pode entrar se quiser, mas para com essa frescura”. A única coisa que saía era o nome dela, as outras palavras sequer faziam minhas cordas vocais vibrarem. Tentei gritar mas era em vão, nada saía além de Lucia.
Ouvi uma risada, não era a voz de minha irmã. “Quem está aí?” perguntei sem som, uma voz musical e sombria me respondeu “Por que está tão tensa, sou apenas eu. Só quero ser sua amiguinha. Vamos brincar juntas?”. Fiquei chamando pela minha irmã, e dessa vez nem o nome dela conseguia pronunciar.
— Lidia? Por que não me responde? Você não quer brincar comigo? — definitivamente não era a voz da minha irmã. Comecei a ter medo.
“Mas espere”, pensei, “ela pode está modificando a voz para me assustar”. Só podia ser isso, que idiota! Ela sabe que não acredito em nada sobrenatural. Nem mesmo creio em deuses. Então por que diabos ela faria isso.
A porta se abriu, mas não podia ver nada. Quando entrei no quarto a luz do corredor estava ligada, mas quando aquela penumbra entrou a mesma estava desligada. Minha irmã morre de medo de lugares muito escuros, tanto que ela dorme com um abajur aceso. Impossível ela ter desligado a luz do corredor para me assusta. Exceto, é claro, se ela estivesse sonâmbula.
— Ah, que pena. você está dormindo. Tudo bem, logo estaremos mais próximas do que somos agora. Mesmo Assis, ainda quero poder olhar pra você. Mesmo que isso não seja real. Mas foi o melhor que pude fazer — comecei a ficar com medo, nada mais saia da minha boca, nem mesmo um sussurro. E tinha certeza que não era minha irmã.
Ela se sentou em uma cadeira que estava do lado da cama em seguida e ficou lá sentada, me olhando sem que eu pudesse ver seu rosto.
Acordei-me espantada, ainda era noite, pensei por algum tempo. O sonho tinha sido muito real. Mas ri quando percebi os erros. Primeiro, a luz do corredor ainda estava ligada; a porta estava entreaberta, pois minha havia entrado no quarto e estava dormindo agarrada com o meu braço; o outro é que não tinha uma cadeira do lado da cama. Ela ficava em frente ao rack do computador. E por ultimo, estava totalmente embrulhada, e no sonha não tinha lençol algum.
— O que você tem? Por que está rindo? — disse Lucia acordando com minha risada.
— Nada não. Tive um sonho bobo. Por você está aqui?
— É que faltou energia e meu abajur apagou, fiquei com medo então vim dormir aqui. Me desculpe, eu sei que a cama é pequena e ...
— Não, não. Tudo bem.
Não sei o que foi exatamente, mas meu coração doeu. Sem perceber, abracei forte minha irmã.
— Tem certeza que ta tudo bem? — perguntou ela
— Sim.
— Então durma e pare de ficar me apertando!
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