terça-feira, 1 de novembro de 2011

Inesperado.

Meus dias na sétima série seriam ótimos. Tinha bastantes amigos, tirava boas notas e estudava perto de casa. Tudo estaria perfeito se não fosse por ela: Camila Levi de Andrade. Ela era alta, olhos azuis e tinha longos cabelos loiros e ondulados, tipo de garota que todo homem pede a Deus, certo? Errado! Na verdade são características típicas de uma patricinha egocêntrica e idiota. Com certeza a pior pessoa que um ser humano pode conhecer.
Não deveríamos ter nada a ver um com o outro — ela cursava o primeiro ano do ensino médio, enquanto eu, o fundamental— mas infelizmente ela interferia completamente na minha vida.
Tudo começou no inicio do ano. Estava tranqüilo andando pelos corredores da escola, quando, sem querer, esbarrei nela. Eu pedi desculpas, e ela poderia só ter aceitado e ido embora, mas ao invés disso ficou falando um monte de bobagens, algo como: ”você não olha por onde anda pirralho? Sabe quem eu sou?”. Apenas ignorei, não dava a mínima para quem ela era e nem entendia porque aquela garota chata era a ídolo do colégio. Já estudávamos no mesmo colégio há muito tempo, mas acho que aquela foi a primeira vez que fui notado.
De alguma forma Camila guardou rancor de mim, talvez por eu a ter desprezado. O ocorrido foi que certo dia ela tirou fotos do meu caderno. E qual o problema nisso? Não haveria nem um, se não fosse pelo fato de nele conter um monte de declarações e poemas escritos para uma garota a qual era apaixonado. Ela iria expor para todos, certamente eu passaria vergonha.
— Se você não quiser que conte pra todo mundo, vai ter que fazer o que eu mando sempre e na hora que eu quiser. Entendeu? — ameaçou Camila.
Não tive escolha! Desde então a seguia para cima e para baixo, fazendo de tudo, desde carregar cadernos até levá-la em casa. E quando estava doente exigia que eu fosse visitá-la.
Estávamos no final do ano, sexta-feira. Como de costume eu ia levá-la em casa quando de repente.
— Droga! Esqueci meu caderno — disse Camila.
Já sabia que ia sobrar para mim, mas disfarcei e continuei andando.
— Temos que voltar! — continuou.
— Ai! Por quê? Estamos quase chegando!
— Temos que pegá-lo.
— Eles sempre guardam. Podes pegar amanhã.
— Não, não posso, tenho um exercício pra entregar amanhã.
— O colégio tá fechado.
— Podemos pular a grade.
— Não! Alguém pode nos ver!
Nessa hora ela me olhou com um olhar demoníaco.
— Já se esqueceu do nosso trato?
— Mas, nós...
Não tinha mais o que falar, no fim a ultima palavra era a dela. Por conta disso voltamos.
O caminho estava muito escuro, o vento batia nas arvores, as quais faziam um barulho tenebroso. Estudávamos à tarde por isso já era noite. Camila estranhamente pegou minha mão, ela parecia muito assustada.
— Você tem medo de escuro? — falei extintivamente, mas me arrependi na hora. Ela com certeza responderia rispidamente.
— Sim, um pouco — respondeu envergonhada, isso me surpreendeu. Ao que parece estava muito assustada para lembra que eu era apenas seu animal de estimação.
Ao chegar ao colégio tentamos, inutilmente, abrir o portão. Porém o mesmo só abria por dentro.
— Você pula e abre pra mim — disse ela
Foi o que eu fiz. Ao abri o portão, Camila entrou rapidamente. Precisávamos chegar até a sala dela. Caminhamos ao longo do pátio e adentramos a recepção. Em seguida caminhamos pelos corredores escuros. Eu estava profundamente incomodado. Camila agarrava-se em mim, podia até mesmo sentir sua respiração ofegante.
— Você poderia me largar?!
— Desculpe — disse ela sem graça.
Continuamos até virarmos à esquerda e entrarmos na sala do primeiro ano. O caderno já não estava lá.
— Droga! Devia ter pensado nisso. Eles guardam os objetos esquecidos na diretoria — disse começado a ficar bravo. Suspirei e prossegui — torça para que ela esteja aberta.
Saímos da sala, olhei para Camila. A expressão dela estava esquisita, como se estivesse arrependida. Continuamos a andar, mas ela estava hesitante, até que repentinamente parou. De inicio não percebi, mas ela enfim chamou meu nome bem fracamente. Como se estivesse com medo de falar algo.
— O que foi? — perguntei
— É que — fez uma pequena pausa — a diretoria está trancada. Quer dizer, ela nunca fica aberta.
— Como sabe? Podemos pelo menos tentar.
— Não! — a voz dela havia ficado trêmula — Eles tomam muito cuidado com esse detalhe.
— E agora? E seu exercício?
— Não tenho exercício algum.
— Como assim? Você tinha me dito que...
— Eu sei. Desculpe-me, eu menti. Eu realmente esqueci o caderno, e podia ter esperado até amanhã.
— Mas por quê?
— Eu só — olhou para a esquerda — só queria saber até onde você iria por mim — sorriu doentiamente.
— Até onde eu iria por você? — naquele momento já não sabia o que significava paciência— Eu não iria a lugar nem um por você! Não estou fazendo nada por você! Eu só quero guardar meu segredo e você ainda me faz uma dessas!
— Calma foi só uma brincadeira!
— Brincadeira é o cassete! Você é uma aproveitadora idiota! É a garota mais estúpida e irritante que eu já conheci. Sua vaca imprestável! Atrevida!
— Parece que você não está em condições de me xingar — disse ela me mostrando as fotos que havia tirado. Porém a voz não estava firme, ela parecia estar se defendendo.
Aquele era meu limite, já tinha suportado o bastante, não podia mais ser o “animalzinho” dela.
— Quer saber?! Cansei de você! Pode mostrar essas fotos até pro demônio, não to nem aí! Você pode até acabar com a minha vida social, mas eu vou ficar feliz em nunca mais ver essa sua cara nojenta! Pode mostrar essa merda a todos! E depois morra! Espero que morra só, desgraçada!
Parece que minhas palavras estavam fazendo efeito, talvez tenham feito até mais do que eu esperava. Enquanto eu falava os olhos de Camila começaram a ficar úmidos, até que ela explodisse e me desse um tapa. Nessa hora não respondi por mim, foi mais forte que eu. Virei na mesma hora e revidei com outro tapa. Momentaneamente isso me aliviou, mas depois fiquei com remorso, as lagrimas dela escorriam mais ainda. Ela estava com as mãos no rosto. Ia pedir desculpas, mas a garota pulou em cima de mim e ambos caímos.
“Minha vida acabou” pensei. Estava de olhos fechados, não queria ver o que ela ia fazer comigo, estava certo que algo bom não era. Mesmo sendo homem, não podia com Camila. Ela era mais alta, mais forte, enquanto eu era pequeno e medroso. De fato estava acabado. Não sabia o quanto ia apanhar, mas sabia que ia ficar bem machucado. Todos iam rir quando soubessem que havia apanhado de uma menina.
Senti as mãos de Camila se entrelaçando nas minhas, eram macias como seda. Segundos depois percebi o corpo dela se colocar sobre o meu , já sentia o calor, o peso, e a delicadeza do mesmo. Mas ainda assim tinha medo de abrir os olhos, tinha medo do que poderia me acontecer. Meu corpo começara a ficar trêmulo. Ofegante, tentava não me concentrar na respiração de Camila. De algum modo eu sentia o coração da garota. Estava como o meu, batia forte e rápido. E, inesperadamente, algo tocou meus lábios, algo macio e úmido. Eram gelados, porém muito agradáveis, eles me fizeram esquecer tudo e todos. Perecia que nem mesmo eu existia. Os lábios de Camila eram a melhor coisa que já tinha experimentado.
Camila além de beijar meus lábios, ela também os mordia, às vezes forte, às vezes fraco. Pensei fazê-la parar, mas já havia sido dominado, quando dei por mim estava respondendo àquele beijo.
Ela então se afastou um pouco seu rosto do meu e sorriu. Apenas assim pude perceber o quão era Bela. Estava estático, não conseguia me mover. Ela permaneceu por cima de mim, mas apenas nos olhávamos nos olhos. Não entendia o porquê daquilo.
— Desculpe te trazer até aqui— começou ela como se tivesse lido minha mente — Eu só queria ficar um pouco mais com você, sem que nada nos atrapalhasse.
— Mas por quê?
— Eu sempre... Sempre gostei de você, desde quando você me salvou dos garotos.
— Perdão... Eu não me lembro disso.
— Sim, eu sei. Foi logo quando entrei. Você era da alfabetização e eu da segunda série. Alguns garotos tomaram meu lanche. A diretora apareceu e deu castigo aos dois. Fiquei sabendo por ela quem tinha a avisado. Se lembra agora?
— Um pouco, mas pensei que nunca tivesse olhado para mim antes.
— Eu sempre te observei, mas nunca tive coragem de falar com você. Pensei que ficando popular você me notaria, mas parece que eu era invisível para você.
— Se gostava de mim então porque me tratava tão mal?
— Eu só queria arranjar um jeito de ficar com você. Só queria uma maneira de você me notar, mas no fim te fiz ter uma idéia errada sobre mim.
— Desculpa!
— Tudo bem, não foi culpa sua. — ela então se levantou e olhou para o relógio — droga, já é tarde temos que ir.
Saímos às pressas da escola.
Como minha casa ficava a caminho do lar de Camila, insisti em levá-la em casa. No caminho ficamos calados. Eu estava apenas apreciando sua presença, a qual pela primeira vez me era agradável. O vento batia em nosso rosto, e não largamos a mão até chegarmos em frente da casa dela.
O clima mudou. Parecia que nunca mais íamos nos ver. Não queria ir para casa!
— Então... Acho que é isso. — disse Camila com um olhar triste.
Ficamos parados encarando um ao outro. O tempo corria e eu realmente tinha que ir para casa.
— Acho que tenho que ir. — disse fracamente.
Dei tchau com um gesto, mas quando virei para ir, Camila me puxou e me beijou outra vez. Dessa vez mais forte e intensamente e no fim disse:
— Pode passar aqui pra irmos juntos amanhã?
— Eu irei.
Ela sorriu outra vez.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Não ria!

Estou sentado no chão.
Sentindo uma adorável dor.
Não é morte.
Mas uma perda ainda maior.
Perda de um afeto que certamente não tenho.
Um toque das memórias que me tu me deste.

Sinto-me só.
Sem esperança.
Sem nada que me sirva para continuar.
Apenas um fado terrível de teu sorriso
Dizendo-me que estarás aqui por um curto tempo.

Apenas sangue correndo parado diante meus olhos.
Como se fosse morte ocorrendo lentamente.
Mais antes fosse.
Não seria mais doloroso que a perda.
Perda de todos nós.
Não para ti!
Certamente nem irá sentir.

Tão brutal foi a vinda do ser.
E a brutalidade tomou posse de mim.
Ao mesmo tempo que deixei.
Tão doce quanto estranho.
Inesperada escuridão vazia,
Ainda assim é luz.
É tudo que tenho,
Ou boa parte.

Metido na floresta das duvidas, não sei qual escolha fazer.
Falar, gritar, clamar!
Queria poder, mas ficarei em silêncio.
Não porque não tenho vontade de dizer.
Mas por medo, medo de ti.
Medo de como vai reagir.
Achar-me-ia ridículo, não é?
Como pode eu revelar-te algo assim?!
Alguém tão covarde! Tão pouco! Tão nada!
Por isso ficarei em silêncio.
Não só agora,
Mas para sempre...
Até que perceba...
Ou não...

Mas caso o faça, peço-te:
Por favor, e piedade,
Não ria.

Clever Ronni.

domingo, 10 de julho de 2011

A Rosa.

Parte 1: Olhares.
Na rua dos corvos, em frente a uma confeitaria, havia uma mansão. Era uma construção assustadora. Todos tinham medo de passar por ali à noite. O tal prédio tinha arquitetura antiga, e grades de ferro a rodeavam. Um portão tão grande quanto velho dava entrada para o jardim, o qual fazia caminhar alguns metros antes de chegar à mansão dos Álvares.
Ali vivia uma garota chamada Minerva. Todos sabiam de sua existência, mas ninguém a conhecia. Apenas uma coisa era certa sobre ela, a menina jamais atravessara o portão para ir à rua. Diariamente ficava de pé no lado de fora de sua casa, e com as mãos agarradas no portão assistia as crianças brincando lá fora. Mas com o tempo isso acabou. As crianças já não brincavam mais ali. Tinham medo de Minerva! Sempre diziam que ela era uma bruxa muito poderosa e malvada. Outros diziam que as pessoas eram petrificadas só de olhá-la nos olhos. O que não era de se estranhar. Aqueles olhos cinzentos deixavam-nos em um clima nublado e sombrio, tal como era aquela cidade.
A aparência dela só fortificava mais os boatos. Vestia somente vestidos pretos, como se estivesse constantemente de luto; por mais que tivesse bochechas rosadas— o que expressava vida— mantinha no rosto uma expressão triste de solidão.
Não demorou muito para que eu também acreditasse em tais balelas, como todos na pequena cidade o faziam. No entanto sempre duvidei da minha crença, mesmo que só um pouco.
Ainda tinha nove anos de idade, quando minha mãe me mandou ir à confeitaria comprar doces para o jantar. Um tal de Sr.Manoel ia nos visitar e ela queria causar a melhor impressão possível.
Ao passar pela frente da mansão dos Álvares, tentei não olhar para lá. Mas quando saí da confeitaria não pude evitar, além do mais ficava em frente. Ela estava lá sentada em cima dos calcanhares com um ursinho de pelúcia no colo. Olhava-me fixamente, eu a olhei da mesma forma. Por um momento fiquei desatento, e tudo para ter certeza de que ela não me faria mal. Foi então, tropeçando em uma pedra, que vi o quanto era inofensiva. O sorriso tímido que ela me jogara encabulou-me. Sendo assim fiz a primeira coisa que me veio à cabeça: correr.
Chegando em casa, minha mãe arrumava a mesa e o tal Sr. Manoel já estava presente.
A parte do almoço não foi interessante, e o Sr. Manoel não era um dos mais simpáticos. Fazia piadas sem graça enquanto minha mãe ria sem nem mesmo prestar atenção no que ele falava. Ela estava tão boba quanto ele. Dava pra vero interesse dos dois em relação ao outro.
Não quis me demorar muito ali — acho que não sou candelabro para “segurar vela”—, por isso fui ao meu quarto para deixar os dois a sós.
Mesmo estando uma noite fria não conseguia dormir. Virava- me para um lado, para outro, e nada. Mas repentinamente...
Alguém me chamava. Não sabia quem era, mas queria esta do seu lado. Caminhei até o penhasco e sentei-me ao lado dela. Olhei-a. Ela fez o mesmo. Os cabelos negros e ondulados dançavam ao vento, os olhos pareciam mais cinzas que o normal. Estavam cheios de lágrimas, vazios, desesperados. Minerva então levanta me pedindo desculpas, queria perguntar por que, mas não podia. Não conseguia falar. Algo me paralisou; algo me prendia. Comecei a chorar, ela dizia que não podia mais, tinha que ir. Mesmo sem entender estava triste, não queria isso. Levantei-me e a abracei. Antes que conseguisse falar algo o penhasco desabou e nós caímos... Caímos... Caímos... Mergulhamos no desconhecido. Mas não tinha fim. Não acabava. Ainda estávamos abraçados. Era como se ela estivesse me protegendo, ou esperando que eu a protegesse. Fechei os olhos, podia ver o fim.
Já era manhã quando acordei. O sol penetrava a janela do quarto. Tudo tinha sido um estranho sonho.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Amv.

Bom, como não tinha nada para postar essa semana, vou colocar um pequeno amv que eu fiz a muito tempo. Ele não ta bom, mas...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Das profundesas.


Ela exala todo o mal dos homens.
E devasta o planeta.
Brigas por causas fúteis.
Incontestavelmente inúteis.
Fazem prisioneiros os saldados
Que são, a ela, entregados.

Do mais profundo ódio.
Do mais selvagem egoísmo.
Da sua mente rouba purezas.
Do fundo de seus olhos.
Do infinito abismo.
Ela vem das profundezas.

Não adianta falar!
Ninguém pode resolver.
Estamos, a ela, a sustentar.
Por causa dela vamos morrer.

Olhe para todas as catástrofes.
Ela é ainda pior.
Ela é quem tudo destrói.
E nós, humanos, a fortalecemos.

Ela é a guerra de hoje.
E será a de amanhã.
Pois rostos mudam apenas.
Mas as lutas nunca se tornam amenas.
Sim, acredite!
Ela vem das profundezas!

Do mais profundo ódio.
Do mais selvagem egoísmo.
Da sua mente rouba riquezas.
Do fundo de seus olhos.
Do infinito abismo.
Ela vem das profundezas!



quinta-feira, 24 de março de 2011

Hirasawa Yui. XD

Bom, como estou sem idéias para postar algo útil no blog acho que vou dizer algo irrelevante que não vai mudar a vida de ninguém. Vou falar sobre a Yui de k-on. Mas antes acho que vou ter que fala o que é K-ON!
K-on nada mais é que um anime (desenho japonês), muito pirado e perturbado mental, que fala sobre um clube de musica contemporânea de certa escola. Sendo muito engraçado, esse tal anime tem uma porrada de fãs japoneses. Claro que no Brasil ele também faz o maior sucesso (undergroudmente falando, claro).
Bom, agora vamos ao que interessa. Sim, vamos falar dela. A personagem mais assustadora de todos os tempos, talvez mais que a Lucy/Nyu/Kaede (Elfen Lied) e que a Mion (Higurashi no naku koro ni). Nossa querida e amada (pelo menos por mim) Yui.
Ela é do tipo W.T.F. Logo no primeiro capitulo, ela se acorda cedo e sai correndo loucamente para o colégio, mas para no meio do caminho— inutilmente— para acariciar um gatinho. Somente quando chega lá percebe que viu a hora equivocadamente e que não estava atrasada.
Ela decide entrar no “clube de musica leve” porque pensou que tocaria algo fácil como castanholas. Seu nível de idiotice é tanto que ao comprar uma guitarra ela compra uma duas vezes o seu tamanho, só porque achou bonitinha.
Outra coisa que chama atenção é o fato de só ela, e mais ninguém, usar uma meia-calça preta para complementar o uniforme. Demorei três anos para enfim perceber, mas...
O que é realmente bom nela é que no decorrer do anime ela se esforça bastante para melhorar suas técnicas, e ela também gosta de doces e guloseimas.XD
Acho até que temos algo em comum. Quando ela pega uma guitarra se empolga bastante, mas além de não tocar nada, vive errando e perdendo o tempo da musica. Coisa que eu abuso fazendo.
Bom,— falei esse bom trezentas vezes no texto — se rolou algum interesse em ver k-on e os desastres da Yui, fique a vontede e divirta-se. Só devo avisar que a banda não ensaia seriamente, então se tu fores alguém que gosta de coisas sérias, desista de K-on agora, ou cale-se para sempre (meu pai do céu, que piada sem graça)
Então pra você eu deixo apenas o meu olhar quarenta e três um vídeo muito divertido, o qual foi feito por sei lá quem.

Alta tecnologia!

Certo dia, entrei em um ônibus depois de um dia bem vivido. Mas algo tirou minha felicidade. Um cidadão — para não dizer Animal sem noção —, que estava sentado ao meu lado, tirou do bolso um celular. Mexeu um pouco e enfim colocou o tal do “rebolation” para tocar. Nada contra o “rebolation”, mas fiquei me perguntando o que leva um cerumano — e não um ser humano — a achar que todos devem ouvir a musica que ele quer, na hora que ele quer.
O bom silêncio do ônibus foi quebrado naquele momento e percebi que eu não era o único que prezava por ele. Pessoas que estavam de pé ao meu lado ficaram visivelmente incomodadas. Não falei nada na hora, mas isso me deu a grande idéia de apresentar, a todas as pessoas que fazem isso no ônibus, um equipamento revolucionário.
Ele surgiu no século passado, por volta de 1958, e serve justamente para essas ocasiões em que se está em lugares públicos como praças, shoppings, e até mesmo transportes coletivos. Seu nome é FONE DE OUVIDO.
Mas como ele funciona?
É simples, basta conectá-lo ao seu aparelho reprodutor de mídia, colocá-los no ouvido e pronto! A musica que você deseja ouvir irá tocar, no entanto só você estará ouvindo. Não! Você não leu errado! É isso mesmo! Sua musica pode tocar num volume extremamente alto que ninguém a sua volta irá se incomodar, pois você será o único que estará ouvindo. É extraordinário, não? Fantástico! Sem duvida uma das melhores invenções de todos os tempos.
Ficou interessado em comprar-lo? Você pode encontrá-lo em qualquer loja de informática, supermercados, shoppings, e até mesmo feiras. Além de ter um preço bem acessível irá ser muito útil para a sua melhor convivência na sociedade. Então experimente, tenho certeza que achará tão bom que não irá conseguir viver sem ele (e, por favor, não viva).

sexta-feira, 18 de março de 2011

A inversão.

Olhe para o chão.
Olhe abaixo de sua obsessão.
Dinheiro e bens consomem sua vida.
Morte, pobreza e fome
Te causam medo abominam seu nome.
Olhe para o chão, tu não viste ainda?

Pessoas te pedem compaixão.
Tu apenas gritas: não.
Não vê que está pisando em pessoas?
Queres apenas crescer, não se importa com os outros.
Ceio, em ti, não há coisas boas.
Está agindo como outros loucos.

Mas nunca esqueça
Alguém ira pisar na sua cabeça.
Sim, tome cuidado.
Ele pode estar do seu lado.
Esperando para atacar.

Ele só quer te matar.
Ele espera anoitecer
Só pra enfim pisar em você

Agora está sendo levado às profundezas,
Para além do subterrâneo.
Este é seu ultimo estágio.
E será pisoteado.
Prepare-se para ser enterrado!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O dia em que morri.

Eram seis e meia, tinha que ir ao colégio, mas não estava nem um pouco afim. Tudo por causa daquele sonho horrível. Mas apesar dele ter sido um sonho ruim, teve seu lado bom. Aquela amável figura tão... Tão. Não, palavras não eram suficientes para descrever-la. Droga! O que estou pensando? Ela nem existe e eu já estou todo besta. Não posso ser assim, além do mais já tenho uma garota em mente. Queria poder esta com ela o tempo inteiro, até mesmo depois de morrer. Por quê? Por que nunca olhas para mim?
Bom, eu definitivamente vou ter que ir hoje, é sexta-feira, seria inutilidade minha faltar o ultimo dia. Então apenas me levantei da cama, tomei banho, tive um bom café da manhã. E fui até meu destino. Lá não aconteceu nada de interessante, exceto, é claro, as aulas. Mas Lidia, a garota dos cabelos castanhos e olhos cinzentos, nem mesmo me disse um bom dia. Acho que ela realmente não me via, não notava minha presença, me sentia tão desprezível que sentia vontade de morrer. Não, o que estou dizendo? Por que alguém teria esse tipo de sentimento. Além disso, eu era muito novo para isso! Não, eu definitivamente não queria morrer.
Mas, como nem tudo é como nós desejamos, eu simplesmente não tive sorte. Naquele dia havia decidido! Falarei à Lidia meus sentimentos, e dessa vez sem hesitar.
Saí do colégio e lá estava ela na calçada, era de mais para mim, minhas pernas tremiam. Ei espere! Ela está atravessando a rua agora. Droga! Tem um carro vindo na direção dela, eu tenho que salvá-la. Fui até lá e a ultima coisa que consegui pensar foi “por que aqui? Por que hoje? Por que agora?”. Nada mais veio em minha mente, nada! Apaguei na hora.
Cheguei a acordar de novo, mas só o que me lembro é de uma ambulância e de um grupo de médicos. Acho que foi só isso que vi na verdade, minha visão estava turva demais e não conseguia ficar consciente por mais que alguns segundos. Pelo menos é isso que eu acho. Não, ainda lembro-me de mais alguma coisa, alguém me olhando nessas duas cenas que me lembro. Ele estava lá o tempo todo de preto, com uma foice na mão. Não conseguia ver o rosto, mas não queria, tinha medo do que poderia ser. Mas ele esperava algo. Ou será que esperava “alguém”?

Vagando

Havia apenas uma escuridão total. Perfeito para uma boa noite de sono. Mas não foi bem assim que aconteceu. Adormeci... Acordei um pouco tonto, e havia uma imagem bem estranha na minha frente. Estava com uma túnica, a qual tinha um capuz, mas o mesmo não estava colocado. Assim eu podia enxergar perfeitamente aqueles olhos lilás. Era só uma garotinha que parecia ter no máximo quinze anos, e quem sabe, até menos que isso. Ela carregava uma foice consigo, mesmo sendo linda, era uma imagem assustadora.
Tinha uma expressão triste nos olhos, porém a expressão facial e corporal era firme. Agora estava sentado na cama, e ela veio até mim, e quando menos esperava, jogou-se em cima de mim. Meu corpo junto com o dela estava sendo levado às profundezas. Estávamos chegando à camada de magma. “Pára, pára, chega! Me leva pra cima, me leva pra cima!” gritei desesperado. Sentindo um puxão no abdômen fui indo para cima. Fui indo mais e mais. Até que passei do meu quarto “droga! O que você está fazendo? Já chega! Me leva de volta!”. Mas dessa vez ela ñ obedeceu. Levou-me à além da atmosfera, mas ainda assim conseguia respirar. Entramos no espaço sideral, e continuamos acelerando e acelerando, já não podia ver mais nada de tão rápido que estava, dizia para ela parar, mas sem não surtia nem um efeito.
E então fomos parando. Estava em outro planeta, estava escuro naquele planeta. As águas eram vermelhas, e suas plantas também. O que exatamente era isso? Uma mera distorção da realidade?
Não nos demoramos muito ali. Logo ela pôs o capuz e me pegou outra vez pelo tronco. Aceleramos outra vez. Quando chegamos tive vontade de vomitar, mas me contive. Ela fez um gesto para que eu olhasse, e dessa vez estava em um planeta mais habitado do que o ultimo. Nesse estava de dia. O sol era lindo. E neste planeta também havia camada de ozônio, pois o céu também ficava azul. Parecia um mundo medieval, tudo era bem natural. Mas percebi que os habitantes daquele planeta tinham diferenças dos humanos terráqueos. As moças eram bem delicadas, porém os homens eram bem mais rústicos, mas pelo que via, eles tratavam muito bem as moças. Mesmo estes homens tendo uma expressão bruta, eles pareciam ser bem educados, assim como as damas.
Ela me puxou outra vez. Mas espere! Estamos voltando para terra? Parece que sim, mas não fomos para meu quarto. Estávamos em uma ponte. Uma carro estava encostado, e um homem subia no corrimão da ponte, hesitava um pouco, mas enfim se jogava no rio. Olhei para a garota dos olhos lilás. Ela fez uma expressão de desaprovação e balançou a cabeça como se estivesse desaprovando tal ato.
Ela me puxou pelo braço dessa vez. A mão dela era a mais macia que eu já havia tocado. Estávamos a caminho de minha casa. Entramos em meu quarto outra vez. Parecíamos dois espíritos. Ela me jogou com violência na cama. E mesmo com aquele capuz colocado, o qual naquele momento só escondia a parte dos olhos, dava pra ver que ela estava sorrindo. Acho que na concepção dela, me arremessar daquele jeito na cama foi só uma brincadeira, mesmo que eu não tenha gostado nem um pouco. Ela ficou séria outra vez, tirou o capuz e me fez um gesto. Ela passou o indicador na garanta, depois balançou o indicador dizendo não. O que ela quis dizer? É como se ela tivesse dizendo “não morra”.
Acordei ofegante. Estava no chão do meu quarto. Nunca tinha me mexido tanto com um sonho. Dei uma risadinha lembrando- me do sonho estranho. Deitei-me outra vez, mas não estava conseguindo dormir. Estava pensando na tal garota. É a primeira vez que sonho com uma garota que não existe. E ela era tão... Tão linda.

Sem voz

Parece que eles nunca acabam, estou ficando louca? Por que têm que ser tão reais? Quanto tempo vai durar?
Não eram mais que duas da manhã, terminava de escrever um poema no computador e postar num blog. Exausta, desliguei meu computador e fui ao banheiro escovar os dentes. Sonolenta, fechei a janela do meu quarto, nunca gostei de dormir com a janela aberta, mesmo que esteja calor.
Não percebi quando adormeci. Mas percebi minha visão ficar mais turva. Eu sei que ninguém percebe quando adormece, mas algumas pessoas sabem no mínimo quando começam a sonhar, eu sou uma delas. Mas dessa vez foi diferente.
O quarto já estava escuro, mas se tornou mais escuro ainda. Não via muita coisa além da porta do mesmo. Algo se arrastava na parede do corredor lá fora. Um medo horrível tomou meu corpo, comecei a chamar minha irmã, tentava dizer “Lucia! É você? Lucia! Pode entrar se quiser, mas para com essa frescura”. A única coisa que saía era o nome dela, as outras palavras sequer faziam minhas cordas vocais vibrarem. Tentei gritar mas era em vão, nada saía além de Lucia.
Ouvi uma risada, não era a voz de minha irmã. “Quem está aí?” perguntei sem som, uma voz musical e sombria me respondeu “Por que está tão tensa, sou apenas eu. Só quero ser sua amiguinha. Vamos brincar juntas?”. Fiquei chamando pela minha irmã, e dessa vez nem o nome dela conseguia pronunciar.
— Lidia? Por que não me responde? Você não quer brincar comigo? — definitivamente não era a voz da minha irmã. Comecei a ter medo.
“Mas espere”, pensei, “ela pode está modificando a voz para me assustar”. Só podia ser isso, que idiota! Ela sabe que não acredito em nada sobrenatural. Nem mesmo creio em deuses. Então por que diabos ela faria isso.
A porta se abriu, mas não podia ver nada. Quando entrei no quarto a luz do corredor estava ligada, mas quando aquela penumbra entrou a mesma estava desligada. Minha irmã morre de medo de lugares muito escuros, tanto que ela dorme com um abajur aceso. Impossível ela ter desligado a luz do corredor para me assusta. Exceto, é claro, se ela estivesse sonâmbula.
— Ah, que pena. você está dormindo. Tudo bem, logo estaremos mais próximas do que somos agora. Mesmo Assis, ainda quero poder olhar pra você. Mesmo que isso não seja real. Mas foi o melhor que pude fazer — comecei a ficar com medo, nada mais saia da minha boca, nem mesmo um sussurro. E tinha certeza que não era minha irmã.
Ela se sentou em uma cadeira que estava do lado da cama em seguida e ficou lá sentada, me olhando sem que eu pudesse ver seu rosto.
Acordei-me espantada, ainda era noite, pensei por algum tempo. O sonho tinha sido muito real. Mas ri quando percebi os erros. Primeiro, a luz do corredor ainda estava ligada; a porta estava entreaberta, pois minha havia entrado no quarto e estava dormindo agarrada com o meu braço; o outro é que não tinha uma cadeira do lado da cama. Ela ficava em frente ao rack do computador. E por ultimo, estava totalmente embrulhada, e no sonha não tinha lençol algum.
— O que você tem? Por que está rindo? — disse Lucia acordando com minha risada.
— Nada não. Tive um sonho bobo. Por você está aqui?
— É que faltou energia e meu abajur apagou, fiquei com medo então vim dormir aqui. Me desculpe, eu sei que a cama é pequena e ...
— Não, não. Tudo bem.
Não sei o que foi exatamente, mas meu coração doeu. Sem perceber, abracei forte minha irmã.
— Tem certeza que ta tudo bem? — perguntou ela
— Sim.
— Então durma e pare de ficar me apertando!