Estou sentado no chão.
Sentindo uma adorável dor.
Não é morte.
Mas uma perda ainda maior.
Perda de um afeto que certamente não tenho.
Um toque das memórias que me tu me deste.
Sinto-me só.
Sem esperança.
Sem nada que me sirva para continuar.
Apenas um fado terrível de teu sorriso
Dizendo-me que estarás aqui por um curto tempo.
Apenas sangue correndo parado diante meus olhos.
Como se fosse morte ocorrendo lentamente.
Mais antes fosse.
Não seria mais doloroso que a perda.
Perda de todos nós.
Não para ti!
Certamente nem irá sentir.
Tão brutal foi a vinda do ser.
E a brutalidade tomou posse de mim.
Ao mesmo tempo que deixei.
Tão doce quanto estranho.
Inesperada escuridão vazia,
Ainda assim é luz.
É tudo que tenho,
Ou boa parte.
Metido na floresta das duvidas, não sei qual escolha fazer.
Falar, gritar, clamar!
Queria poder, mas ficarei em silêncio.
Não porque não tenho vontade de dizer.
Mas por medo, medo de ti.
Medo de como vai reagir.
Achar-me-ia ridículo, não é?
Como pode eu revelar-te algo assim?!
Alguém tão covarde! Tão pouco! Tão nada!
Por isso ficarei em silêncio.
Não só agora,
Mas para sempre...
Até que perceba...
Ou não...
Mas caso o faça, peço-te:
Por favor, e piedade,
Não ria.
Clever Ronni.